quarta-feira, 7 de abril de 2010

"A porta."

Tem uma porta na escola que é assassina. Na verdade ela sempre tenta me matar mas nunca consegue.
A primeira vez que ela tentou foi a um tempão atrás. Eu estava entrando na biblioteca, calmo e sossegado, tinha chovido e o piso estava molhado, do lado de dentro da biblioteca eles colocam um tapete e um pouco de papelão pra secar melhor, entrei calmamente e acho que o sensor da porta não estava funcionando muito bem, ela tentou fechar em mim e eu ia tentar correr mas ai tinha o papelão e eu estava molhado e... e... Era pra ser um acidente mas graças ao meu super sentido aguçado e meus reflexos super rápidos eu dei um passo pra frente e a porta fechou, ai ela abriu de novo e ficou aberta.
Até ai era só um acidente.

Eis que em outro dia eu estava chegando e vinha apressado como sempre, e o sensor da porta estava com delay. Pá, dei de cara com a porta, ai sim ela abriu. Já comecei a pensar que ela não ia com a minha cara, mas tudo bem.

Ai chegou o dia que eu tive certeza que ela me odeia e que quer me assassinar ou me ver pagando mico e coisa e tal. Lá fui eu cautelosamente tentar passar pela porta, ela não abriu.
Cheguei mais perto e nada, ai eu comecei a mexer as mãozinha pra ver se o sensor me via e nada, cheguei mais perto, ai eu desisti e fui com a mão direto a porta pra puxar ela pra ver se abria, tchanam! Ela abriu e eu fiquei com cara de bobo com o braço estendido como quem nunca viu uma porta automática na vida.

Ai aconteceu a outra babaquisse que foi esses dias atrás e desde então eu deixei de usar essa porta.
Eu estava dentro da biblioteca e louco pra mijar, fui que fui, não confio na porta não mas mesmo assim eu fui feliz. Cheguei na porta crente de que ela ia abrir e dei de cara com a porta, ai dancei a macarena, dei três pulinhos e nada da porta abrir, o sensor estava realmente desligado, tive que abrir ela manualmente, é leve é de boa. Mas eu com vontade de mijar, dançando a dança da porta enquanto os caras dentro da biblioteca não entendiam o que acontecia... Foi complexo.



Lucas Casasco.