Eu contei pra vocês o que aconteceu sexta-feira re re re retrasada? É, muitas sextas feiras atrás.
Estava chegando na escola, serelepe, sorridente, feliz e contente pedalando alegremente.
Vinha que vinha naquela velocidade alucinante, entrei na escola.
Vocês obviamente não conhecem minha escola mas na entrada maior - que é a entrada dos professores e de alguns poucos alunos e é por onde eu entro - tem uma enorme descida, é uma inclinação bem legal então quando eu chego eu paro de pedalar e deixo a gravidade fazer o serviço complicado por mim.
Como todos vocês bem sabem:
Velocidade = Massa x Aceleração (V = m.a)
Massa = Peso x Gravidade (M = p.g)
Aceleração = Alguma formula que envolve algo além de uma multiplicação e eu esqueci. Mas eu sei que tem a ver com inclinação (dãããã).
Então, temos um plano inclinado, um garoto pesado e uma bicicleta, tem toda a questão do atrito também e mais um monte de outras coisas complicadas mas vamos ficar com o básico porque se eu gostasse de física eu teria um blog sobre física e não sobre a minha vida.
No fim das contas a gente tem o Lucas com sua bicicleta superpotente descendo a exatos trezentos e setenta e três ponto seis quilômetros por hora, no fim da descida tem uma curva que eu faço facilmente, fiz a curva e fui seguindo mas agora com a velocidade reduzida para trezentos e setenta e dois quilômetros. A biblioteca tem duas portas, a porta maior por onde entra todo mundo e a porta menor por onde entram os professores e uma meia dúzia de gente - por onde eu entro, é que eu traumatizei com a outra porta e eu explico em breve o porque - antes das portas tem uns degrais.
Deixe-me tentar explicar. Nós temos uma vala onde a água da chuva corre, pequena, uns vinte centímetros. A água passa por baixo do degrau por um cano, então a coisa fica mais ou menos parecida com um mini fosso de castelo medieval. Tem que ter imaginação ok?
Então, essas coisas todas ficam à minha esquerda, você precisa subir o degrau pra entrar na biblioteca, eu costumo passar do degrau um pouco e parar a bicicleta, ai eu desço e passo por cima de vala e deixo a bicicleta alí guardada do lado da porta pequena da biblioteca.
Nesse dia quando eu estava passando pela direita do degrau alguém me deu oi e eu muito retardado em vez de concentrar na bicicleta a mil por hora me destrai e fui dar oi também.
Sabe aqueles pezinhos da bicliceta? Pois é, um deles enrroscou no maldito degrau. Por sorte não foi o da roda da frente, não sei se foi sorte ou foi azar, mas acho que teria sido pior se fose o da frente.
De qualquer forma a bicicleta foi freada bruscamente por uma força que me jogava pra esquerda. Fui arremessado pra frente, bati o saco no cano da bike, cai na porta da biblioteca e por sorte não quebrei a bike que não é minha.
Amanhã eu falo da porta que me traumatizou.
Beijos beijos.
Lucas Casasco, um brasileiro em Taiwan.