Bloco de notas! Ao som de Red, numa leve resaca moral, pensando na noite de ontem, a noite das primeiras vezes.
Serei poético ok?
Pela primeira vez eu me apaixonei à primeira vista, pela primeira vez eu olhei pra uma menina e ví meu coração disparar, sem nem conhece-la. Pela primeira vez eu passiei com ela em baixo da chuva, pela primeira vez eu a abracei quando ela disse que estava com frio, pela primeira vez eu beijei em baixo de chuva.
Pronto, a cota de romantismo ta suprida. Vamos à realidade.
Então, vamos à realidade. Sim, foi a noite das primeiras vezes mesmo.
Primeira vez que eu vou pra Pasoul, primeira vez que eu entro em uma balada com a ideia de beber até voltar pra casa carregado, primeira vez que eu não cumpro meu objetivo principal, primeira vez que eu tomo absinto, primeira vez que eu perco a conta de quantas tequilas eu tomei, primeira resaca física e moral, primeira vez que eu dou um cagão na boate, primeira taiwanesa, primeiro dia no qual eu entendi que não importa a situação na qual você está, uma hora você vira a mesa e joga tudo ao seu favor.
Primeira vez que eu minto descaradamente dizendo que era modelo (MODELO!) pra tentar pegar uma taiwanesa, o corte foi simples: "Ele é meu namorado" disse ela apontando pra um taiwanes de um metro e oitenta.
De qualquer forma, a noite foi boa pra caralho, sim, eu sei que palavrões são feios mas não exíste, na língua portuguesa, algo que substitua o "pra caralho" quando se trata de quantidade, se eu disesse que a noite havia sido boíssima ou exelentíssima ou qualquer coisa desse tipo eu não estaria transmitindo a verdadeira idéia da noite. A noite foi boa pra caralho.
Era umas dez horas quando decidimos ir pra balada, Pasoul foi a escolha praquela noite. Penso eu que opção melhor não havia, a entrada da Luxy era paga, a Pasoul estava por oitocentos nts open bar com tudo o que você pudesse imaginar. Eu, particularmente, entrei nos absintos e nas tequilas, a ideia era sair de lá carregado mas não deu certo não. Felizmente.
Esse era o meu objetivo principal, encher a cara pra sair da loucura da rotina, pra ficar insano, pra esquecer que eu moro em uma cidadezinha de trinta e cinco mil habitantes, mas tudo na vida muda e a gente nem vê mudar...
Entrei, havíamos comprado uma mesa, sabe como é né, conforto é sempre bom.
Comecei a beber, e logo fui apresentado a uma taiwanesa, em questão de minutos eu estava chamando ela pra ir no bar pegar uma tequilita comigo, fomos, bebemos, voltamos, bebemos, e andamos e bebemos e quando eu vi, estava no sofazinho da nossa mesa, em cima dela.
Dai pra frente as cenas que se passaram são impróprias pra menores de dezoito e eu já acho que ando falando muito da minha vida pessoal nesse bagulho aqui.
Ai ai, noite boa. Agora eu estou no ônibus, com o note no colo, ultimamente fico me imaginando digitando matérias pro O Globo em vez de posts no meu blog em um futuro próximo, mas minha cabeça muda muito e eu já to até vendo que logo logo eu estarei me imaginando como Dj em uma dessas boates daqui ou como cozinheiro de algum restaurante legal. Então, estou no busão indo pra Taipei, acordei agora à pouco, meio dia e alguma coisa, tomei aquela ducha e to caindo pra Taipei, não sei o que vou fazer lá mas vou pra lá.
Fecho o post por aqui minhas crianças, hoje à noite eu vejo se volto pra casa cedo ou se vou pra balada de novo mas acho que vamos voltar mais cedo.
De qualquer forma eu estou em Taipei, vai ter matéria pro post de amanhã, sem falta.
A é, deixa eu contar da parada de ser modelo. Eu estava quieto lá e tals quando eu vejo um movimento estranho, dois taiwaneses batendo fotos de uma taiwanes gatíssima, claro que eu não sou besta né e esperei eles darem um intervalo e fui lá puxar um papito com ela.
-E ai, to vendo esse movimento em volta de você pra tirar fotos e tals, você é modelo ou algo do tipo? (Muleque podredozinferno!)
-Não, o fotográfo é meu namorado e disse que queria fotos minhas aqui na Pasoul, ele falou que seria legal, porque?
-A não, só perguntando, é que eu modelo no Brasil e tava afim de saber sobre agências aqui, vim de férias pra cá mas não tem problema algum fazer um trabalhinho extra.
-A ta, não entendo disso não, desculpa.
Então, depois dessa eu fui pra mesa, beber mais uma tequila, mas tudo bem a outra taiwanesa compensou a noite.
Beijos, beijos.
Lucas Casasco, um brasileiro em Taiwan.